Movido por sua paixão pelo pandeiro, o norte americano Scott Feiner veio para o Rio de Janeiro em 2001, onde mergulhou fundo nas rodas de samba e choro da Lapa. Mas Feiner queria mais. Ex-guitarrista de jazz de Nova York, ele imaginava um som feito de uma mistura entre o timbre inconfundível do pandeiro, os ritmos que assimilou no Brasil, e a linguagem do jazz, que sempre fez parte de sua vida musical. O pandeiro brasileiro não é um instrumento associado ao jazz, mas Feiner queria abraçar este desafio.
Em 2005 gravou um disco inovador fruto de toda essa mistura ? Pandeiro Jazz (Delira Música, 2006) ? que contou com alguns dos melhores talentos da cena jazzística de Nova York como: saxofonista Joel Frahm (Brad Mehldau, Brian Blade), violonista Freddie Bryant (Tom Harrell, Ben Riley), e baxista Joe Martin (Kurt Rosenwinkel Chris Potter). Além de algumas composições próprias, o grupo interpreta alguns classicos de John Coltrane, Horace Silver, Wayne Shorter e Stevie Wonder com uma nova sonoridade. Esta gravação é possivelmente o primeiro CD de jazz usando somente o pandeiro como o instrumento de percussão, no lugar de uma bateria clássica de jazz. Um jornalista da revista All About Jazz-New York escreveu a seguinte nota sobre o CD:
"Justamente quando você pensava que havia muito pouca gente capaz de acrescentar algo ao mundo do jazz, eis que surge esse músico nascido em Nova York com um pandeiro em suas mãos para provar o contrário … Pandeiro Jazz representa uma inovação que merece uma audiência ampliada."
No Brasil, o disco recebeu 4 estrelas pelo Jornal O Globo, e foi eleito uns dos Melhores CDs de 2006 pelo site Music News.
Em julho de 2008 Feiner lançou pela gravadora Biscoito Fino o cd Dois Mundos, segundo disco de seu projeto Pandeiro Jazz. Dessa vez com uma banda brasileira, formada por alguns dos mais requisitados instrumentistas do Brasil: o trompetista Jessé Sadoc (Guinga, Lenine); o saxofonista Marcelo Martins (Djavan, João Bosco); o pianista David Feldman (Leila Pinheiro, Leo Gandelman); e o baixista Alberto Continentino (Caetano Veloso, Ed Motta). Mostrando um ótimo entrosamento, eles interpretam cinco composições de Feiner, além de dar uma nova perspectiva aos clássicos brasileiros Asa Branca (Luiz Gonzaga) e Retrato em Branco e Preto (T. Jobim/C. Buarque), e aos “standards” americanos All of You (Cole Porter) e Monk’s Dream (Thelonius Monk). As formações variam de duos intimistas de pandeiro e piano a trios, quartetos e quintetos. O respeitado crítico de musica, Tárik de Souza, escreveu a respeito de Dois Mundos no Jornal do Brasil:
"Uma via luminosa de aproximação entre a MPB e o jazz..."
Festivais
Pori Jazz Festival (Finlândia) com Mark Turner, saxofone
Goyaz Festival (Goiânia)
Festival In Jazz (Rio de Janeiro)
Festival Todos os Ritmos (Rio de Janeiro)
Savassi Jazz Festival (Belo Horizonte)
Clubes e teatros
Fasching Jazz Club (Estocolmo, Suécia)
Jazz Standard (Nova York)
Smoke (Nova York)
Smalls (Nova York)
Ryles (Boston)
Mistura Fina (Rio de Janeiro)
Centro Cultural Carioca (Rio de Janeiro)
Sala Baden Powell (Rio de Janeiro)
SESC Avenida Paulista (São Paulo)
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